(Véspera de Todos os Santos)
João Paulo Naves Fernandes
Cometi muitos erros
em minha vida.
Quem sabe,
mais erros
que acertos.
Cheguei ao fundo
do poço,
ninguém sabe disto.
Por isso compreendo
os erros dos outros,
de todo o tipo.
Por ter errado muito,
aprendi, no sofrimento,
a não colocar-me
acima das pessoas.
Se olho de cima
(quem sou eu
para estar no alto),
quem sabe
mais Deus tenha
de se esforçar
em sua misericórdia,
para comigo.
O mundo sempre esteve
em minha frente
como uma conquista
a ser feita.
Somente o tempo
celebrou o casamento
do mundo comigo,
e pudemos fazer as pazes,
regar jardins
descobrir terras novas,
cuidar dos feridos
de toda ordem.
Ferido a cuidar
de feridos.
Ainda luto...
contra o mundo
e contra mim.
Sinto-me sempre puxado
para um lado
que não é bom,
enquanto esforço-me
para seguir outro,
ditado pelo coração.
Assim,
posso ser encontrado
às vezes sisudo,
outras vezes alegre,
depende do momento,
por onde caminho.
Tantos erros,
que tento
fazer o bem,
compensação
de situações
que não
se compensam,
acumulam.
Está somatória desperta
um juízo adormecido
que pende,
ora para o perdão,
ora acusação...
Assim vou...
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