ÀS VEZES
João Paulo Naves Fernandes
Às vezes
não vem palavras,
mas lágrimas...
Olhos perpassam
vulneráveis fisionomias,
penetram...
descobrem a verdade
além da postura superficial,
vão dentro...
Às vezes
fico confuso
sobre a quem respondo,
a quem falo.
Melhor deixar
oculto o oculto,
submeter-me
às trivialidades.
Melhor remexer escombros
escavar vidas soterradas,
não estão ali por acaso,
esperam socorro.
Às vezes
palavras
são melhores
que lágrimas,
curam ...
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