ISC - Idealizado em 1993, o Instituto Salerno-Chieus nasceu como organismo auxiliar do Colégio Dominique, escola particular de Ubatuba (SP), fundada em 1978 por Ana Maria Salerno de Almeida, a "Prô Aninha". Nomeando o Instituto, o "Salerno" vem em sua homenagem e, o "Chieus", é tributo à Carolina Chieus, matriarca da família que, por várias décadas, manteve uma fazenda onde hoje estão inseridas as instalações da escola. Integrado ao espaço físico do colégio, o ISC tem a tarefa de estimular a estruturação de diversos núcleos de fomento cultural e formação profissional, atuando como uma dinâmica incubadora de empreendimentos. O Secretário Executivo do ISC é o jornalista e ex-prefeito de Ubatuba Celso Teixeira Leite.
O Núcleo de Documentação Luiz Ernesto Kawall (Doc-LEK), coordenado pelo professor Arnaldo Chieus, organiza os documentos selecionados nos diversos núcleos do Instituto Salerno-Chieus (ISC). Seu objetivo é arquivar este patrimônio (fotos, vídeos, áudios, textos, desenhos, mapas), digitalizá-los e disponibilizá-los a estudantes, pesquisadores e visitantes. O Doc-LEK divulga, também, as ações do Colégio Dominique.

LEK - Luiz Ernesto Machado Kawall (1927-2024), jornalista e crítico de artes, foi ativo colaborador do Instituto Salerno-Chieus (ISC) e do Colégio Dominique, onde, como tributo, há uma sala de aulas que leva o seu nome. É um dos fundadores do Museu da Imagem e do Som de São Paulo e do Museu Caiçara de Ubatuba.

16 abril 2026

Núcleo de Administração Luiz Bersou

O Núcleo de Administração Luiz Bersou, mantido pelo Instituto Salerno-Chieus, divulga o pensamento de Luiz Bersou (1940-2016), engenheiro naval, consultor de empresas, conceituado estudioso de administração que atuou, também, no Brasil e no exterior, em gerenciamento de planos estratégicos para o desenvolvimento de cidades. Em Ubatuba, contribuiu diretamente na organização definitiva do Instituto Salerno-Chieus, que passou de organismo auxiliar do Colégio Dominique para instituição autônoma de fomento cultural e estímulo a estruturação de empreendimentos.

A questão da infraestrutura na competitividade dos municípios brasileiros
Luiz Bersou
22/11/2007

Na questão do crescimento econômico ressalta-se o tema infraestrutura dos territórios e do país e como ela afeta a vida das empresas.

Trabalhei com uma equipe de Barcelona que era extremamente competente nas questões de desenvolvimento de territórios. O que dizia esta equipe.

- O primeiro fator de crescimento econômico e qualidade de vida de um território é a sua vocação natural.

- O segundo fator é a qualidade da formação das pessoas que vivem no território.

- O terceiro fator é a capacidade de juntar forças dos empresários, da sociedade e dos governantes com objetivos comuns. Dizia-se muito que governo nenhum governa mais sem a contribuição efetiva dos empresários e da sociedade.

- O quarto fator é a coerência entre a infraestrutura existente, a cultura do território e entre os centros de produção e mercados.

Com efeito, como a condição competitiva de uma empresa e das empresas de um território é formada pela condição competitiva específica de cada empresa, mais a condição competitiva de seus funcionários e colaboradores, mais a condição competitiva do sistema de infraestrutura e mais a condição competitiva do peso fiscal, vemos quão longo é o caminho da condição competitiva.

Vamos lembrar que se considera como infraestrutura todo o conjunto de informações, acessos, estocagem, condições de transferência e a flexibilidade, frequência e velocidade dos meios de deslocamento de pessoas, cargas e informações e formação de pessoal de que dispõe um determinado território.

Quanta coisa para se pensar. Mas enquanto isso, na velocidade com que estamos reagindo a novas demandas de condição competitiva e como contra ponto de recursos de infraestrutura continuamos a perder cargas, danificar produtos, atrasar entregas, a ver veículos danificados por estradas em más condições, a perder produções por condições de estocagem inadequadas.

Sabem vocês o quanto isso tudo representa? Dependendo da estatística de origem que utilizamos, até 100% a mais em custos e em tempo em relação aos países desenvolvidos. Com tantos problemas, por onde começar? Se discutirmos a questão em termos de Brasil, o que se vai dizer é que se precisa de muito dinheiro. Se discutirmos em termos dos estados, o tema da necessidade de recursos vem igualmente junto, com a dificuldade a maior de que existem zonas de conflito de interesses entre governo federal e governos estaduais.

Olhando a questão de mais de perto, vemos quanta coisa pode ser feita no âmbito do município ou de associações de municípios. Que tal listarmos todos os temas que caracterizam a condição logística que afetam as nossas empresas e reunir os empresários e começarmos a debater o que pode ser feito em termos de cooperação público x privada?

Uma das formas interessantes de se congregar os interesses de diversos municípios foi a instalação do conceito de municípios pertencentes a uma mesma bacia hidrográfica. Que tal instalarmos o conceito de municípios pertencentes a uma mesma base logística? Quando Mogi das Cruzes recebeu a primeira faculdade de engenharia, percebemos rapidamente quantos municípios vizinhos se beneficiaram. Como fazer uma associação de municípios com uma mesma base educacional de referência? Vamos experimentar? Vamos perceber rapidamente que não existe o impossível para quem tem boas ideias e vontade de trabalhar. Faz sentido? Vamos começar a pensar? Vamos fazer juntos? É muito mais fácil de fazer do que se pensa.

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