ISC - Idealizado em 1993, o Instituto Salerno-Chieus nasceu como organismo auxiliar do Colégio Dominique, instituição particular de ensino fundada em 1978, em Ubatuba - SP. Integrado ao espaço físico da escola, o ISC tem a tarefa de estimular a estruturação de diversos núcleos de fomento cultural e formação profissional, atuando como uma dinâmica incubadora de empreendimentos. O Secretário Executivo do ISC é o jornalista e ex-prefeito de Ubatuba Celso Teixeira Leite.
O Núcleo de Documentação Luiz Ernesto Kawall (Doc-LEK), coordenado pelo professor Arnaldo Chieus, organiza os documentos selecionados nos diversos núcleos do Instituto Salerno-Chieus (ISC). Seu objetivo é arquivar este patrimônio (fotos, vídeos, áudios, textos, desenhos, mapas), digitalizá-los e disponibilizá-los a estudantes, pesquisadores e visitantes. O Doc-LEK divulga, também, as ações do Colégio Dominique.

LEK - Luiz Ernesto Machado Kawall (1927-2024), jornalista e crítico de artes, foi ativo colaborador do Instituto Salerno-Chieus (ISC) e do Colégio Dominique. É um dos fundadores do Museu da Imagem e do Som de São Paulo e do Museu Caiçara de Ubatuba.

Biblioteca Hans Staden

Profº Julio Madarasz (1929 - 2019), saudoso coordenador da Biblioteca Hans Staden
A Biblioteca Hans Staden (BHS), criada pelo Colégio Dominique em 1989, teve como acervo inaugural a doação de parte da biblioteca do professor e advogado Arnaldo Chieus. As primeiras ações foram marcadas pelo Programa de Incentivo à Leitura e a publicação de apostila sobre Folclore. Atualmente, é gerenciada pelo Instituto Salerno-Chieus.

A Biblioteca Hans Staden é - na rede particular de ensino de Ubatuba - a mais completa, com mais de 10.000 livros à disposição de alunos, pais, professores, funcionários do Colégio Dominique e dos participantes dos núcleos culturais do Instituto Salerno-Chieus.

Seu nome é uma homenagem ao viajante alemão Hans Staden, autor de Duas Viagens ao Brasil, publicado originalmente em 1557 em Marburgo (Alemanha), sendo o primeiro livro no mundo a retratar as nossas terras.


Monteiro Lobato - que traduziu o livro em 1925 com o título Meu cativeiro entre os selvagens do Brasil - considerou o feito de Hans Staden um marco na história de nosso país, declarando:

"Não há documento mais precioso relativo à terra brasileira em seus primórdios do que as memórias de Hans Staden...Obra de valor inestimável que deveria andar no conhecimento de todos brasileiros...uma obra que até nas escolas devia entrar, pois nenhuma daria melhor aos nossos meninos a sensação do Brasil menino."

Contribuindo para isso, Lobato lançou em 1927 uma versão infantil da história intitulada "As aventuras de Hans Staden".

Hans Staden veio ao Brasil no século XVI e participou de combates nas Capitanias de Pernambuco e São Vicente enfrentando corsários franceses e indígenas. Aprisionado pelos Tupinambás, no litoral paulista, quase foi por eles executado e devorado. Resgatado, conseguiu retornar à Europa, onde redigiu um relato sobre as peripécias de suas viagens e aventuras no Novo Mundo, uma das primeiras descrições para o grande público acerca dos costumes dos nativos americanos.

O livro conheceu sucessivas edições, constituindo-se num sucesso editorial devido às suas ilustrações, descrições de rituais antropofágicos, animais, plantas e costumes exóticos. Para estudiosos, a obra contém informações de interesse antropológico, sociológico, linguístico e cultural sobre a vida, os costumes e as crenças dos indígenas do litoral brasileiro na primeira metade do século XVI.

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