ISC - Idealizado em 1993, o Instituto Salerno-Chieus nasceu como organismo auxiliar do Colégio Dominique, escola particular de Ubatuba (SP), fundada em 1978 por Ana Maria Salerno de Almeida, a "Prô Aninha". Nomeando o Instituto, o "Salerno" vem em sua homenagem e, o "Chieus", é tributo à Carolina Chieus, matriarca da família que, por várias décadas, manteve uma fazenda onde hoje estão inseridas as instalações da escola. Integrado ao espaço físico do colégio, o ISC tem a tarefa de estimular a estruturação de diversos núcleos de fomento cultural e formação profissional, atuando como uma dinâmica incubadora de empreendimentos. O Secretário Executivo do ISC é o jornalista e ex-prefeito de Ubatuba Celso Teixeira Leite.
O Núcleo de Documentação Luiz Ernesto Kawall (Doc-LEK), coordenado pelo professor Arnaldo Chieus, organiza os documentos selecionados nos diversos núcleos do Instituto Salerno-Chieus (ISC). Seu objetivo é arquivar este patrimônio (fotos, vídeos, áudios, textos, desenhos, mapas), digitalizá-los e disponibilizá-los a estudantes, pesquisadores e visitantes. O Doc-LEK divulga, também, as ações do Colégio Dominique.

LEK - Luiz Ernesto Machado Kawall (1927-2024), jornalista e crítico de artes, foi ativo colaborador do Instituto Salerno-Chieus (ISC) e do Colégio Dominique, onde, como tributo, há uma sala de aulas que leva o seu nome. É um dos fundadores do Museu da Imagem e do Som de São Paulo e do Museu Caiçara de Ubatuba.

27 maio 2026

ESCAU

Lançamento do livro "Praia do Pequeno Príncipe: a lenda", em Ubatuba (SP)
O livro "Praia do Pequeno Príncipe: a lenda" foi lançado, dia 25 de maio de 2026, no Espaço Cultural Aeronáutico de Ubatuba (ESCAU), no Colégio Dominique. A obra apresenta o desvendar de uma lenda, segundo a qual o escritor e piloto Antoine Saint-Exupéry havia aterrissado, numa praia de Ubatuba, em 1933, dez anos antes do lançamento do clássico "O Pequeno Príncipe". Teria Saint-Exupéry pisado na areia de uma praia ubatubense e se inspirado para contar as aventuras de um príncipe fabuloso, morador do asteroide B 612, e suas andanças por outros planetas? As pesquisas do jornalista Luiz Ernesto Kawall revelaram que o aviador que pousou na orla do município era outro Antoine, Léon Antoine. Este, um francês nascido em Calais, comandante na Aéropostale e Air France, e que viveu no Brasil.
O livro é de autoria de Arnaldo Chieus e Luiz Ernesto Kawall (in memorian), editado pelo Instituto Salerno-Chieus, organismo de apoio às atividades culturais do Colégio Dominique.

Tributo a Léon Antoine & Saint-Exupéry
O evento de lançamento aconteceu durante a 105ª reunião de entusiastas de aviação, denominada Café Voador, juntamente com integrantes do grupo literário Versos na Areia.
Estiveram presentes Márcia, Beatriz e Helena, filhas do jornalista Luiz Ernesto Kawall, eterno responsável pela preservação dessa parte da História de Ubatuba. Após a apresentação do livro por Arnaldo Chieus, foi inaugurada uma área temática no Espaço Cultural Aeronáutico, como tributo aos pilotos Léon Antoine e Antoine Saint-Exupéry.
A área apresenta informações sobre Saint-Exupéry, uma linha do tempo pontuando a vida de Léon Antoine (intitulada "Da França para o Brasil, com escala na História de Ubatuba") e um painel que reproduz material da exposição Entre Estrelas, gentilmente cedido por Mônica Cristina Corrêa, Presidente da Associação Memória da Aéropostale no Brasil (AMAB).

Livro:  Praia do Pequeno Príncipe: a lenda
          (Arnaldo Chieus & Luiz Ernesto Kawall)

Pedidos: dominique.ubatuba@gmail.com

Ninja-Brasil: versão para a web

23 maio 2026

Letras Ubatubenses

SENSAÇÃO ESTRANHA
João Paulo Naves Fernandes
Ando com a sensação
de estar perdendo o jogo.

Diariamente vejo o noticiário
com a esperança
de que as guerras
já estão no fim,
que os adversários
estão conversando,
tratando suas diferenças
com respeito mútuo,
que a fome
está sendo erradicada,
os que tem,
partilhando
com os que não tem,
e um ambiente de paz
tomando conta do ambiente.

Sensação de ausência,
de estar faltando algo,
um vazio crescente...

Passam os dias...
xingam,
matam...
a ferocidade não tem limites.

Perderam
conscientemente
a razão,
por interesses
econômicos,
materiais,
desumanidade,
sei lá...

Nas ruas vejo jovens
sem perspectivas,
desperdiçando o tempo
em coisas fúteis,
que nada acrescentam.

As pessoas seguem
seus mesmos trajetos de sempre,
vão e voltam.

Acostumaram-se
com o mesmo de sempre,
seus próprios destinos
sem desafios.

Tempo de resignação,
e essa sensação
que incomoda tanto,
de estar perdendo o jogo...

20 maio 2026

Letras Ubatubenses

FORTUITOS
João Paulo Naves Fernandes
Os tempos visitam,
uns aos outros
em desacordo entre si.

Não se entendem
em suas badaladas,
horas que se confundem.

Tornam a lembrança
presença morta,
mirra de desventuras,
transcendem
a realidade
estática.

Guardam histórias
incontáveis,
submetem sonhos,
embranquecem cabelos,
confrontam cenários.

Despertam
alta noite,
detêm-se,
por instantes,
no presente,
como um ausente...
estão, não estão,
depois vão,
como se não
tivessem vindo.

Perseguem
um rearranjo
que delimite
fronteiras distantes
do ser,
mantendo o percurso,
nada descartando.

Buscam razões
de estarem aí,
ao lado,
interpelando
caminhos,
corrigindo.

Por fim,
dissolvem-se,
fortuitos...

18 maio 2026

Letras Ubatubenses

DIA DE MENINA
Roze Cabral
Tem dias em que eu só quero estar de pijama, e tudo bem.
Dias como o de hoje, com um friozinho gostoso, nublado, cidade vazia, silêncio e paz.
Dias que me fazem pensar sobre a crueldade e a arrogância da guerreira que grita o tempo todo comigo, me cobrando performance.
São dias em que assumo minhas imperfeições e fragilidades.
Eu me recolho.
Deixo de lado a armadura que tanto pesa e machuca.
Olho-me no espelho e chamo pela minha alma.
Vou até a janela, inspiro a quietude e volto ao reflexo.
Lá está ela: minha menina interior, sorrindo para mim com um jeito maroto.
Hoje, eu escolhi me render a ela.

16 maio 2026

Letras Ubatubenses

PERDIDO
João Paulo Naves Fernandes
Que palavras posso deixar
de tudo que observo e sinto...

Como posso dizer
sem ser repetitivo,
sensibilizando...
nós que somos
tão frios e distantes.

Nos acostumamos
com tantas desgraças,
que, rendidos, normalizamos
o que devia nos escandalizar.

Tornamo-nos
indiferentes
Insensíveis,
apáticos,
impotentes.

O passo seguinte
é o de adotar o mal,
por exclusão,
passar a condenar
os que sofrem,
por suas "impertinentes incapacidades"...

Assim,
seguimos nos justificando
de nossa desumanidade,
nossa covardia diária...

Completa-se o círculo
da dominação,
em domar o justo,
torná-lo dominador.

Que palavras posso deixar,
que rompam este espectro
de dor e sofrimento?

10 maio 2026

Letras Ubatubenses

MÃE
João Paulo Naves Fernandes
Mãe, porquê me deixastes crescer?

Não sabias como é o mundo?
Não terias como me proteger.
O mundo não tem regaço.
não consola,
não compreende,
não perdoa...

Partiste na hora errada,
és chamada estar presente sempre.

Neste teu dia,
interrogo tua ausência,
como filho sempre carente,
de teus ouvidos santos,
teus braços acolhedores
de minhas dores

08 maio 2026

Letras Ubatubenses

JOGO DE PALAVRAS
João Paulo Naves Fernandes
A mesa à espera,
a boca à espera,
as palavras à espera.

A mesa vazia,
as bocas vazias,
as palavras vazias.

A mesa farta,
as bocas abertas,
as palavras ditas.

A mesa à espera,
vazia,
farta...
as bocas à espera,
vazias,
abertas...
as palavras à espera,
vazias,
ditas...

A mesa
serve a boca,
a boca
serve as palavras,
as palavras
servem a mesa.

A mesa
à espera da boca,
a boca
à espera das palavras,
as palavras
à espera da mesa

05 maio 2026

Letras Ubatubenses

PENSADOR
Nicholas Gianelli
Na insegurança me perdi, nas falas falhei e no pensamento sucumbi.
Nossa mente é perversa, cria cenários fictícios que leva o eu a eutanásia.
Errar ou ser manipulado?
Existe a auto-manipulação?
Ou seria autodestruição?
Em tempo de guerra, o intelecto pede folga, o sentimento se bloqueia e a visão embranquece.
Como fugir de si mesmo?
Como indagar a si próprio?
Sentir...
A chave da libertação está no sentir?
Como o florescer de uma flor o eu volta ao seu estado intrínseco.


Letras Ubatubenses

SÓ ISSO
Roze Cabral
Uma crônica, pequenina que só.
Só para falar do que a alma está cheia.
Um dia de sol...um vento...um mar...uma pedra só para sentar.
De resto, só eu.
Não só, mas só infinito.
Porque era só isso que o coração pedia.
Porque só isso já me bastaria.

Letras Ubatubenses

DOLORIDO
Joban Antunes
Não faço verso redondo
Não faço versos de amor
Só faço verso odiondo
Só faço verso de dor

A dor minha companheira
Nas horas de aflição
Companheira verdadeira
No tombo do coração

Se a dor não alivia
Num gesto de afeição
Amargo no dia a dia
As dores da solidão

Letras Ubatubenses

REFLEXÃO ANTIGA
Nicholas Gianelli
Sinto falta de jardins floridos...
É amargo viver onde as flores não florescem, onde a terra não é umedecida.
Vejo muitas plantas de caules secos, as quais abafaram a luz para demonstrarem algo frio com vidas inativas.
Exteriorização se tornou raro, feita apenas por gigantes pensantes.

Letras Ubatubenses

TÉRMINO
João Paulo Naves Fernandes
Termina o dia,
termino com o dia...
Não sei como percorri,
quanto percorri,
se percorri se deixo o coração
inteiro e em paz.

Uma sensação de derrota
consome a noite.

Os cães latem lá fora
para o quê?
Para quem?

Não me adapto
ao que acontece...

Sim, alegro-me
quando amanhece,
canto, respiro
mas segue o dia, esta força amainece,
desfia.

Então busco estar só,
resisto:
É só um dia!
Amanhã será melhor.

Assim,
vou seguindo o tempo,
cultivando
uma esperança atroz
em meio a destroços.

Quando chega a noite
Deixo os olhos
olharem-me
nesta solidão.

Perceberão uma tristeza
que escondo
para que ninguém saiba:
de não ter
a quem recorrer
este indagar da vida
de tanta gente perdida
em falsas urgências,
indiferentes.

Longa noite,
esta minha,
sem ninguém...
só...
irremediavelmente só

04 maio 2026

Letras Ubatubenses

FLORES NUAS
Joban Antunes
Não quero a culpa de o sol brilhar
Mas a culpa de ver a chuva cair
Sem eu poder me molhar
A culpa de oferecer a lua
Aos meus amores
Que como flores nuas
Não fui capaz de amar

Letras Ubatubenses

MEA CULPA
João Paulo Naves Fernandes
Que culpa tem o Sol, de mim?
Deixe-o brilhar...
Que culpa tem a Lua de seus amantes,
deixe-os apreciar.
Que culpa tem o coração de seus muitos batimentos?
Deixe-o pulsar
Que culpa tem os olhos de tudo observar?
Deixe-os discernir
Que culpa tem as diferenças em seu divergir.
Deixe-as ensinar.
E as montanhas, que culpa tem em elevar-se?
Deixe-as desafiar.
Nada tem em si alguma culpa, deixe ser...
a vida sempre continua...

02 maio 2026

Letras Ubatubenses

DISTANTE
João Paulo Naves Fernandes
As estrelas escondem
segredos distantes,
longe da imaginação.

Sequer geram esperanças,
pulsam soltas,
coladas a um céu inatingível

Perdi-me neste olhar sem sentido.

Buscava explicar a rua, as pessoas, o poder...

Impossível.

Por isso,
descia à pé
o trajeto
todos os dias...

Explicava os peixinhos amarelos
presos aos aquários,
as mudanças inesperadas
da velha ordem...

Olhar incansável
de perguntas e buscas,
nunca cessam

Por isso continuo olhando as estrelas
em seus segredos distantes

01 maio 2026

Praia do Pequeno Príncipe


Convite
Lançamento do livro "Praia do Pequeno Príncipe: a lenda"
Autores: Arnaldo Chieus e Luiz Ernesto Kawall
Simultaneamente, haverá o Café Voador e o encontro do grupo literário Versos na Areia
Data: 25 de maio de 2026, segunda-feira, 19 h
Local: Espaço Cultural Aeronáutico de Ubatuba - Colégio Dominique
Rua dos Gerânios, 10, Jd. Carolina, Ubatuba (SP)
Programação:
- Comunicação oral sobre o livro O Pequeno Príncipe, de Antoine Saint-Exupéry
- Comunicação oral sobre a lenda da Praia do Pequeno Príncipe em Ubatuba, por Arnaldo Chieus
- Inauguração do Espaço Tributo aos pilotos Léon Antoine & Antoine Saint-Exupéry