ISC - Idealizado em 1993, o Instituto Salerno-Chieus nasceu como organismo auxiliar do Colégio Dominique, escola particular de Ubatuba (SP), fundada em 1978 por Ana Maria Salerno de Almeida, a "Prô Aninha". Nomeando o Instituto, o "Salerno" vem em sua homenagem e, o "Chieus", é tributo à Carolina Chieus, matriarca da família que, por várias décadas, manteve uma fazenda onde hoje estão inseridas as instalações da escola. Integrado ao espaço físico do colégio, o ISC tem a tarefa de estimular a estruturação de diversos núcleos de fomento cultural e formação profissional, atuando como uma dinâmica incubadora de empreendimentos. O Secretário Executivo do ISC é o jornalista e ex-prefeito de Ubatuba Celso Teixeira Leite.
O Núcleo de Documentação Luiz Ernesto Kawall (Doc-LEK), coordenado pelo professor Arnaldo Chieus, organiza os documentos selecionados nos diversos núcleos do Instituto Salerno-Chieus (ISC). Seu objetivo é arquivar este patrimônio (fotos, vídeos, áudios, textos, desenhos, mapas), digitalizá-los e disponibilizá-los a estudantes, pesquisadores e visitantes. O Doc-LEK divulga, também, as ações do Colégio Dominique.

LEK - Luiz Ernesto Machado Kawall (1927-2024), jornalista e crítico de artes, foi ativo colaborador do Instituto Salerno-Chieus (ISC) e do Colégio Dominique, onde, como tributo, há uma sala de aulas que leva o seu nome. É um dos fundadores do Museu da Imagem e do Som de São Paulo e do Museu Caiçara de Ubatuba.

05 maio 2026

Letras Ubatubenses

TÉRMINO
João Paulo Naves Fernandes
Termina o dia,
termino com o dia...
Não sei como percorri,
quanto percorri,
se percorri se deixo o coração
inteiro e em paz.

Uma sensação de derrota
consome a noite.

Os cães latem lá fora
para o quê?
Para quem?

Não me adapto
ao que acontece...

Sim, alegro-me
quando amanhece,
canto, respiro
mas segue o dia, esta força amainece,
desfia.

Então busco estar só,
resisto:
É só um dia!
Amanhã será melhor.

Assim,
vou seguindo o tempo,
cultivando
uma esperança atroz
em meio a destroços.

Quando chega a noite
Deixo os olhos
olharem-me
nesta solidão.

Perceberão uma tristeza
que escondo
para que ninguém saiba:
de não ter
a quem recorrer
este indagar da vida
de tanta gente perdida
em falsas urgências,
indiferentes.

Longa noite,
esta minha,
sem ninguém...
só...
irremediavelmente só

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