SER OU NÃO SER
João Paulo Naves Fernandes
Os espaços,
os que busquei,
não vieram...
os que não busquei, sim.
Construí um edifício
que me foi dado,
outro está nos alicerces.
Procurei por Deus
e tenho a sensação
de não ter nem mesmo
limpado o terreno,
de repente ei-lo presente
Os amores que surgiram,
voos cegos,
geraram desejos insólitos,
além convívio,
terreno onde finquei a paz.
A morte que evitei,
porque sob o Sol,
não vejo além,
está sempre presente,
como fiel escudeira.
O caminho parece longo,
inalcançável,
cada trecho parece um fim.
Assim vou
nas reentrâncias da vida,
encontrando-me
enquanto me perco,
sendo o que não sou,
não sendo o que sou
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