ISC - Idealizado em 1993, o Instituto Salerno-Chieus nasceu como organismo auxiliar do Colégio Dominique, escola particular de Ubatuba (SP), fundada em 1978 por Ana Maria Salerno de Almeida, a "Prô Aninha". Nomeando o Instituto, o Salerno vem em sua homenagem e, o Chieus, é tributo à Carolina Chieus, matriarca da família que, por várias décadas, manteve uma fazenda onde hoje estão inseridas as instalações da escola. Integrado ao espaço físico do colégio, o ISC tem a tarefa de estimular a estruturação de diversos núcleos de fomento cultural e formação profissional, atuando como uma dinâmica incubadora de empreendimentos. O Secretário Executivo do ISC é o jornalista e ex-prefeito de Ubatuba Celso Teixeira Leite.
O Núcleo de Documentação Luiz Ernesto Kawall (Doc-LEK), coordenado pelo professor Arnaldo Chieus, organiza os documentos selecionados nos diversos núcleos do Instituto Salerno-Chieus (ISC). Seu objetivo é arquivar este patrimônio (fotos, vídeos, áudios, textos, desenhos, mapas), digitalizá-los e disponibilizá-los a estudantes, pesquisadores e visitantes. O Doc-LEK divulga, também, as ações do Colégio Dominique.

LEK - Luiz Ernesto Machado Kawall (1927-2024), jornalista e crítico de artes, foi ativo colaborador do Instituto Salerno-Chieus (ISC) e do Colégio Dominique, onde, como tributo, há uma sala de aulas que leva o seu nome. É um dos fundadores do Museu da Imagem e do Som de São Paulo e do Museu Caiçara de Ubatuba.

25 dezembro 2025

Letras Ubatubenses

MINHA PRIMEIRA TRISTEZA
João Paulo Naves Fernandes

A minha primeira tristeza aconteceu quando descobri que, afinal, Papai Noel não existia.
Estava em um encontro de final de catequese, num salão cheio de crianças pré adolescentes, num casarão dos dominicanos, na Cardoso de almeida, Perdizes. A catequista, esqueci-me de seu nome (guardei por muitos anos, mas já esqueci), fez uma pergunta a todos e todas que lá se encontravam:
- Quem acredita em Papai Noel?
Eu fui o único a responder em voz alta, erguendo a mão, alegremente.
Foi uma risada geral! Todas as crianças já sabiam que Papai Noel não existia.
Naquele dia, naquele exato momento, fui surpreendido, não pela mentira que fizeram comigo por longo tempo, boa mentira, mas por Papai Noel não mais existir.
Então não havia quem me mostrasse que o mundo era mágico e bom, e que fosse quem fosse, recebia seu presente sempre nesta época.
Confesso que o mundo, onde a realidade misturava-se com os sonhos, existia de fato, e que agora tudo ruíra.
Eram do meu pai e minha mãe, os presentes que recebia.
Tive que reciclar meus sonhos lá na juventude indo à luta por um outro mundo, sem opressores, mas era já outro tipo de sonho, sonho da dor de um mundo hostil. Sonho por outro mundo, novo.
Se me permitirem deixar uma recomendação aos nobres colegas, digo, sem pestanejar: Não matem o Papai Noel! Não sejam vocês os que o matam!
Deixem que o mundo faça este sonho cair.
Quem sabe Deus faça vir alguém que nos recomponha da morte de tão grande sonho, sonho real...
O menino Jesus ainda é muito pequeno e sem nada, para dar presentes...ah se o Papai Noel estivesse lá...

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