DOÍDAS PERIFERIAS
João Paulo Naves Fernandes
Os poderes
despencam
altivos
não há limites...
Que importam
as periferias...
seguem o ritual
da sobrevivência
entre igrejas e bares,
dividem o mundo
entre ricos e pobres
Apegam-se
a sonhos
no pesadelo.
Um ministro
se esconde,
um senador
desaparece...
um banqueiro
rouba...
Roubam!!
Todos roubam
com seus uniformes
polidos
As periferias
seguem sós,
entre igrejas e bares
A realidade
se revela crua
mulheres violentadas,
estupros coletivos,
feminicídios...
Estão nas casas,
dentro das casas,
estão nos trajetos
solitários,...
Solitárias mulheres
Doídas periferias,
jorram seu sangue só...
enquanto ministros
escondem-se no poder
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