ISC - Idealizado em 1993, o Instituto Salerno-Chieus nasceu como organismo auxiliar do Colégio Dominique, escola particular de Ubatuba (SP), fundada em 1978 por Ana Maria Salerno de Almeida, a "Prô Aninha". A criação do Instituto Salerno-Chieus, como fomentador das atividades culturais no Colégio Dominique, é uma homenagem para Ana “Salerno” e Carolina “Chieus”, matriarca da família que, por várias décadas, manteve uma fazenda onde hoje estão inseridas as instalações da escola. Integrado ao espaço físico do colégio, o ISC tem a tarefa de estruturar diversos núcleos de estímulo à cultura e à formação profissional, atuando como uma dinâmica incubadora de empreendimentos. O Secretário Executivo do ISC é o jornalista e ex-prefeito de Ubatuba Celso Teixeira Leite.
O Núcleo de Documentação Luiz Ernesto Kawall (Doc-LEK), coordenado pelo professor Arnaldo Chieus, organiza os documentos selecionados nos diversos núcleos do Instituto Salerno-Chieus (ISC). Seu objetivo é arquivar este patrimônio (fotos, vídeos, áudios, textos, desenhos, mapas), digitalizá-los e disponibilizá-los a estudantes, pesquisadores e visitantes. O Doc-LEK divulga, também, as ações do Colégio Dominique.

LEK - Luiz Ernesto Machado Kawall (1927-2024), jornalista e crítico de artes, foi ativo colaborador do Instituto Salerno-Chieus (ISC) e do Colégio Dominique, onde, como tributo, há uma sala de aulas que leva o seu nome. É um dos fundadores do Museu da Imagem e do Som de São Paulo e do Museu Caiçara de Ubatuba.

24 agosto 2026

Letras Ubatubenses

MEU VELHO GENERAL
João Paulo Naves Fernandes
Cassado de 64, veterano de 32, 

Estudante de filosofia. (era aluno de Marilena Chauí, e a admirava sobremaneira).

Nunca houve época melhor

em sua vida do que agora.

E agora, para sua honra,

Não está vendido,

Nem mesmo magoado;

Revoltado sim,

E assim encontramos nosso primeiro elo

Nossa única filosofia:

A de ser esperto quando nos cercam,

De calar quando nos batem,

De aparecer quando não esperam,

Enfim, de estar atento

Até no contemplar do silêncio absoluto.

Velho amigo,

Conflito de razão e Crisopígeo,

Perseguidor de poemas

E das mulheres nunca conquistadas.

Vê o que resta no ar...

A liberdade restrita ao murmúrio dos homens

Como um amor incubado

Que a gente sabe que pode morrer.

Vê que salgaram a casa de Tiradentes,

Mas que os alferes ainda bradam! 

Poema que escrevi para o General Zerbini antes de seu falecimento. Ele, e sua esposa Terezinha Zerbini foram nossos padrinhos de casamento em 13/14/1973, na Igreja de São Domingos, nas Perdizes, em Sao Paulo. Um dia conto como foi o esta amizade. Este poema está em meu primeiro livro CHÃO DO MUNDO, do período em que era metalúrgico e trabalhava na Aços Villares, em São Caetano.

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