LOGO APAGA...
João Paulo Naves Fernandes
11/5/2026
Se negam tudo tanto,
deixem-me ser,
ao menos, poeta,
e já basta.
Fiquem com o mundo!
Explorem o povo
até a exaustão!
Guerreiem!
Matem!
Que sobre
apenas a poesia
para mim.
Este é o meu pão!
Meu coração
é manso,
busca um pasto
em algum campo
esquecido por aí,
para passar o seu dia,
não comporta
violência,
ódio,
morte.
Atenção!
Não digam a ninguém
onde estou,
finjam
que não me conhecem.
Se quiserem encontrar-me,
às altas horas da noite,
ainda verão uma estrelinha,
fraquinha...,
na borda
do monte dos desejos.
Este sou eu...
Como veem,
não é preciso
dar atenção,
logo apaga...
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